Bloco de Esquerda de Santarém aprova candidatos à Câmara Municipal

A Assembleia de Aderentes do Bloco de Esquerda de Santarém aprovou os dois nomes que encabeçarão a equipa que se candidatará à Câmara Municipal. 

Fabíola Cardoso é a candidata à presidência da Câmara. Atualmente é deputada eleita para a Assembleia da República, onde tem sido uma voz fortemente interventiva, principalmente nas Comissões de Assuntos Europeus, de Agricultura e Mar e de Ambiente e Ordenamento do Território. Tem apresentado, defendido e feito aprovar propostas legislativas de interesse local e impacto nacional, nomeadamente sobre o Rio Tejo e a Linha Ferroviária do Norte. Acompanha de perto os principais problemas do distrito, tento apresentado centenas de requerimentos e perguntas escritas ao Governo sobre temas tão variados como a poluição relacionada com as suiniculturas, os subsídios da Política Agrícola Comum, a falta de transportes ou iniciativas para apoio a mulheres vítimas de violência doméstica e seus filhos e filhas. Professora de Biologia e Geologia, de 47 anos, destacou-se enquanto cidadã nos movimentos cívicos LGBT, na defesa da escola pública e do ambiente.

Afirmando uma candidatura forte à Câmara Municipal, a Assembleia aprovou Vítor Franco para o 2.º lugar da lista. Eletricista de profissão, é neste momento um deputado municipal com intensa participação; cronista na rádio e no jornal Mais Ribatejo, é praticante de trail e amante  das viagens em bicicleta animando o blogue santaremnomundo.blogspot.com. É conhecido pelo seu ativismo sindical, social, cultural e desportivo na região.

O Bloco de Esquerda tem vindo a ser a oposição a este executivo municipal PSD. Ricardo Gonçalves entende a gestão do município como uma sociedade anónima (S.A.) de concessões a privados. A privatização sucessiva de serviços da câmara degrada os serviços públicos e é pré-corrupção, gera precariedade laboral e alimenta negócios para privados [cultura, recolha lixos, festival gastronomia, crematório, "mercado municipal"…] em detrimento da qualidade de vida e desenvolvimento sustentável do concelho. 

Os principais recursos do concelho estão subaproveitados e Santarém continua a perder o comboio do progresso que vemos em povoações vizinhas. 

É preciso uma alternativa de desenvolvimento no concelho, que responda às necessidades da população, que valorize e proteja os recursos naturais e que permita parar a saída das gerações mais jovens. 

Santarém precisa de um rumo que garanta o futuro! 

O Bloco de Esquerda pretende, em diálogo com as populações, continuar a a aliança cidadã das anteriores autárquicas e construir um programa autárquico que faça a ponte entre os problemas existentes e o concelho que merecemos. 

 

A decisão concelhia será objeto de ratificação pela Distrital.

Santarém precisa de um 25 de abril na sua gestão!

Mercado Municipal: o concelho ganhou!

O processo sobre o Mercado Municipal deixa várias ilações:

1. O Bloco de Esquerda é totalmente defensor de um Mercado moderno, recuperado e atrativo; nesse sentido tentámos um diálogo aberto e atempado com todos mas o presidente da Câmara recusou esse diálogo e falhou até a palavra que ele próprio tinha dado.

2. A emissão de um vídeo, pelo PSD, eivado de deturpações e tentativa de falsificar a Assembleia Municipal não é positivo. Tão-pouco o seu desrespeito pelos seus próprios deputados municipais que votaram contra ou se abstiveram na votação.

3. O Bloco de Esquerda reitera, a concessão a privados trará para Santarém os maus exemplos dos Mercados da Ribeira e de Campo de Ourique, no Município de Lisboa: ao passarem para a concessão à TimeOut passaram a ter problemas como dificuldade de acesso das associações culturais para eventos, aumento progressivo das rendas dos comerciantes, padronização de funcionamento tipo centro comercial, predomínio das cadeias de restaurantes nacionais mais fortes em detrimento dos locais, gentrificação afetando a população e agentes económicos locais de menor capacidade financeira, direcionamento privilegiado ao turista em prejuízo dos munícipes.

4. Só a prioridade aos produtores locais e não subordinado ao mercado e concorrência desleal garantirá mais resiliência e saúde à economia local e maior capacidade de resposta a esta crise sanitária e financeira. Uma economia local mais forte, produtores locais mais fortes e protegidos, é uma vida comunitária mais forte e solidária.

5. A gestão de Ricardo Gonçalves transformou a Câmara Municipal numa agência para negócios privados!

Em defesa da gestão municipal do Mercado, para servir a população!

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